domingo, 23 de abril de 2017

congresso Porto/ Portugal


#16.ART - CHAMADA 
CALL – artigo paper trabalhos para exposição artworks proposal poster posters artist talk artist talk oficinas workshops

Evento Event
16º Encontro Internacional de Arte e Tecnologia (#16.ART)
Artis intelligentia: IMAGINAR O REAL
16º International Meeting of Arte and Tecnhology ("#16.ART)
Artis intelligentia: IMAGINING THE REAL"
Temas Sugeridos Sugested Themes
Ciência e Tecnologia [Media Arte] Science and Technology [Media Art]
Educação Artística Artistic Education
Identidade, Comunidade e Rede Identity, Community and Network
Matéria e Memória Matter and Memory
Patrimônio Imaterial Intangible Heritage
Praxis e Poiesis Praxis and Poiesis
Data do Evento Date of the Event
Outubro 11 a 14 (2017) 11-14 October
Datas Importantes Important dates
17 de Maio – data limite para envio de resumos (artigo, trabalhos para exposição, poster, artist talk, oficinas);
May 17 - submission deadline for abstracts (paper, artworks proposal, artist talk, posters and workshops);
4 de Junho – notificação de aceite;
4 June - notification of acceptance;
10 de Setembro – data limite de envio de artigo;
10 September - deadline for submission of article;
datas de Inscrição: até 15 de Julho
Registration deadline: July 15
Local do Evento Event's place
Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP), Portugal
Web Site - links para Submissões
Contato Email
Detalhe do Evento Event Detail 
O “#16.ART: Artis intelligentia: IMAGINAR O REAL”, procurará analisar conceitos, tais como: território e cultura; materialidade e imaterialidade; pensamento e ação. Confrontá-los com as novas noções oriundas do pensamento contemporâneo - dos meios computacionais, do trabalho colaborativo, compartilhado/em coautoria, de interator/usuário, de sistema, de virtualidade, de artificialidade, de simulação, de interface, de híper-textualidade, de ubiquidade, e de interatividade - afim de articular e atualizar os discursos sobre a área de atuação de pesquisa e produção artística.
The "#16.ART: Artis intelligentia: IMAGINING THE REAL", will seek to analyse concepts, such as: territory and culture; Materiality and immateriality; Thought and action. To confront them with the new notions derived from contemporary thought - from computational means, from collaborative, shared / co-authoring, from interactor / user, system, virtuality, artificiality, simulation, interface, hyper-textuality, ubiquity, and interactivity - to articulate and update the discourses on the area of research and artistic production.
Organização Organization
 O #16.ART (edição 2017), será realizado pelas Universidades do Porto (PT), Aveiro (PT), Brasília (BR) e de Goiás (BR). The # 16.ART (edition 2017), will be organized by the Universities of Porto (PT), Aveiro (PT), Brasilia (BR) and Goiás (BR).
Comissão Organizadora Organizing Committee
Catarina Martins – Univ. do Porto – Faculdade de Belas Artes (FBAUP) (PT)
Cleomar Rocha – Univ. Federal de Goiás (BR)
Fátima Lambert – Polit. do Porto - Escola Superior de Educação do Porto (PT)
Maria Manuela Lopes – Univ. de Aveiro/Univ. do Porto (PT)
Miguel Carvalhais – Univ. do Porto – Faculdade de Belas Artes (FBAUP) (PT)
Paulo Almeida – Univ. do Porto – Faculdade de Belas Artes (FBAUP) (PT)
Paulo Bernardino Bastos - Univ. de Aveiro – Dep. de Comunicação e Arte (PT)
Suzete Venturelli – Univ. de Brasília (BR)

abraço 
Paulo Bernardino Bastos
              

Pensando o espaço da performance

Após algumas conversas com o colega João Lucas, parceiro no meu projeto de criação, vislumbrei algumas possibilidades para pensar o espaço cênico da performance, no que diz respeito à escolha do local que o performer estará no ambiente, a disposição do público e a ambientação sonora.

Segue o link do post que exponho o percurso deste pensamento:
Sobre ciclos e possível ambientação sonora

Possível performance - estudos

54. A harmonia invisível supera a visível.  (LXXX)

link para o video deste estudo 
Estudo Heráclito IV


Este estudo se desenvolve a partir da criação de tensões e microtensões internas, que aos poucos tornam-se visíveis ao espectador.

A pesquisa corporal inicial se dá a partir do estudo do “esforço” das raízes da vegetação do Cerrado. De sua relação com o solo, das tensões e dificuldades oferecidas pela terra e outros elementos naturais, em busca de água para sua sobrevivência. Estas tensões invisíveis geradas/sofridas pelas raízes no subsolo, fora do plano visível, são a base do Cerrado e determinam sua morfologia. 

A metáfora das raízes para a pesquisa da poética do trabalho como um todo, e em particular para a parte do movimento, também sugere um mergulho para dentro de si, para nossas bases de sustentação, de onde retiramos todo o substrato necessário à nossa realização.

Mergulhar para dentro de nós mesmos também pode ser entendido como entrar em contato íntimo com nossa essência. A partir deste contato íntimo, pode-se pensar que, desde o ventre da mãe,  o movimento do embrião começa a partir de uma intenção, de um desejo primordial de contato com o mundo. O movimento gerado a partir da sensação de dar um mergulho para dentro de si , aos poucos, aproxima-se  do formato do embrião do ventre da mãe, envolto em si mesmo, protegendo suas vísceras e expondo suas costas. 

Posicionar-se frontalmente e, ao mesmo tempo, deixar as costas à mostra é resultante de um mergulho para dentro de nós mesmos em busca deste desejo primordial. Este desejo aciona dinâmicas corporais internas, ainda invisíveis aos olhos, mas que afetam e determinam nosso estado de ação.

Neste mergulho em direção à terra, condensam-se sensações  em forma de tensões musculares. Este mergulho tenta manter a linha  do eixo axial da parte superior do corpo  o mais próximo possível da linha axial da parte inferior do corpo. O jogo de tensões resultante desta ação se dá num esforço contínuo e quase infinito - pela sua impossibilidade fisiológica - de união destas linhas. A partir desta referência espacial, há um  grande esforço em equilibrar simetricamente as tensões entre os lados direito e esquerdo do corpo. As tensões e o incômodo que surgem desta ação desencadeiam diversas nuances de tensões internas. Ao inverter a  cabeça, posicionando-a para baixo, inverte-se todo o jogo de tensões musculares internas que normalmente ocorrem no corpo, pois sua relação com a gravidade passa a ser invertida, gerando jogos de oposições contínuos.

Se tomarmos as costas como a parte do corpo menos visível nas relações sociais, estar “de costas” simularia também as relações de tensão ocultas e não visíveis destas relações.

Como raízes no subsolo, o movimentando tem início por debaixo da pele, invisível, e modifica a morfologia do corpo decorrer do tempo, fazendo-se visível. 



Experimentações I a partir do frag.60

60. O caminho para cima e o caminho para baixo são um e o mesmo. (CIII)

Link para vídeo deste estudo:


Este fragmento pode ser interpretado tanto da forma elemental quanto da forma psicológica. Em ambos os casos, tomando a ascenção como resultante da relação com o fogo (fogo elemento e fogo no sentido espiritual ), o caminho inverso seria voltar à terra, ou seja, ceder à força da gravidade. (gravidade como força oculta que age em nós e como condição humana que nos traz à terra, à nossa finitude biológica)

Podemos estabelecer algumas relações da atuação da gravidade no corpo e nas árvores do cerrado. Para que o corpo se estabeleça em equilíbrio na posição ereta, é necessário um enorme jogo de forças internas que atuam em oposição à força externa da gravidade. Estas forças opostas buscam constantemente s equilibrar em torno de um mesmo eixo, criando uma espécie de espiral interna, que ajuda  a manter a massa corporal  ao redor do eixo axial.

Quando o corpo não está em harmonia com a atuação da gravidade em sua estrutura, aparecem alguns “entortamentos” corporais, em especial na coluna. Nestes locais “entortados” criam-se tensões e, com o tempo, enrijecimento. Estas curvas enrijecidas podem chegar a ter impacto em camadas psicológicas nos indivíduos.

As curvas características das árvores do cerrado podem ser entendidas como enrijecimentos circunstanciais, e podem também servir de pesquisa para a performance corporal.

Sem se desfazer destas curvas, destas dificuldades, e reestabelecer um novo equilíbrio, exigirá do corpo a busca por um novo eixo gravitacional. A gravidade continua constante, mas a relação com o corpo, modificado em curvas, muda. Perceber essa mudança e agir de acordo, seria uma tentativa de reintegração ao ambiente, assim como as árvores do cerrado o fazem depois de atingidas pelo fogo: fortalecem-se e criam novas estruturas para seguirem em busca do sol (fogo). E é na sua imperfeição, no seu tronco grosso, áspero e torto que sua beleza se realiza.

Para experimentar este fragmento, foi feito um vídeo onde aparecem, ao mesmo tempo, a performance acontecendo da forma real e sua imagem invertida (do início ao começo, em tempo reverso). Assim, na esquerda a performance se desenvolve numa ascenção do corpo e, na direita, o corpo segue em caminho descendente. Por ser a mesma imagem , podemos apreciar o corpo realizando exatamente o mesmo caminho para cima e para baixo.

A partir deste experimento, foram observados algumas tensões que ocorrem na musculatura, gerando linhas de tensões ora convergentes ora divergentes, servindo de estímulo criativo para a continuação do processo criativo em questão. A ideia inicial é realizar um roteiro de tensões a serem percorridas pelo corpo durante a performance, num ciclo de tensões que será elaborado a partir destes e de outros experimentos.

Nas imagens abaixo, retiradas do vídeo da performance, as linhas pretendem, além de mostrar a oposição e  a harmonia geométrica das formas, evidenciar as nuances de tensão que atuam no corpo durante a performance











sábado, 22 de abril de 2017

Eudoro e Heráclito


Trecho do filme
Eudoro e o logos Heráclito um filme de Reginaldo Gontijo e Luiz Fernando Suffiat



https://www.youtube.com/watch?v=bwKX4zFnS3w


Site sobre o filme.

http://eudorodesouza.wixsite.com/e-o-logos-heraclito

D. Vertov

Um Homem com uma câmera  (1929)
Dziga Vertov


https://m.youtube.com/watch?v=Efnd0oTfoXI

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Koyaanisqatsi

Hoje na aula, lembrei do filme Koyaanisqatsi, composto com imagens da vida moderna e da cidade. É um filme muito inspirador! Pensei em você Iano. É uma referência pra minha pesquisa e pra performance/caminhada que estou desenvolvendo também.

Koyaanisqatsi: Uma Vida Fora de Equilíbrio
1982 ‧ Cinema independente/Filme experimental ‧ 1h 27m
Um experimento cinematográfico, a observação reveladora e surpreendente da vida moderna e seus desequilíbrios.
Data de lançamento: 25 de dezembro de 1983 (Brasil)

https://www.youtube.com/watch?v=_5Hr1C62Smk